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Responsável técnico: DR. FERNANDO PRADO FERREIRA (CRM-SP 103.984) |
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Inseminação intra-uterina
Fertilização in vitro
ICSI
Reversão de vasectomia
Reversão de laqueadura
Varicocelectomia
REVERSÃO DE VASECTOMIA A Vasectomia representa um dos métodos contraceptivos mais utilizados em todo o mundo. Estima-se que a vasectomia representa 8% de todos os métodos contraceptivos utilizados no mundo todo. Em contra-partida, 6% dos homens vasectomizados procuram auxílio médico para serem pais novamente. As causas mais frequentes que levam um paciente vasectomizado a reverter essa situação são:
Veja na figura os ductos deferentes sendo religados para a reversão da vasectomia. Um paciente vasectomizado, tem na reversão cirúrgica sua melhor chance de paternidade. Com a introdução dos programas de fertilização, ao contrário do que se pensa, a reconstrução cirúrgica ficou ainda mais indicada. Por exemplo, há 15 anos atrás, quando um paciente vasectomizado era submetido à reversão, todo o processo de concepção seria por reprodução natural. Nesta situação, quando o paciente era vasectomizado por longo tempo (mais de 10 anos), a qualidade do sêmen podia estar prejudicada. Todavia, com os processos assistidos, estando a anastomose pérvia, se a quantidade não for suficiente para o processo natural, o paciente poderá ser colocado em um dos programas assistidos, com a vantagem de colher os espermatozóides por masturbação, sem nenhuma intervenção cirúrgica. Embora a reversão da vasectomia possa ser feita sem o auxílio do microscópio, os melhores resultados são obtidos com a microcirurgia. Cuidados Pré-Operatórios Devemos avaliar a companheira para termos certeza de que ela não apresenta nenhum impedimento absoluto. Se a esposa tem algum problema tubáreo ou qualquer outra indicação de Fertilização in vitro, o mais recomendado é que não se reverta a vasectomia. Neste caso, a melhor opção é realizarmos MESA, seguido de ICSI. Intra-Operatório Embora possam ser reconstruídas sem auxílio de lentes ou com lupa, os melhores resultados são obtidos com microscopia (aumento de 15 a 25 vezes). Basicamente duas técnicas principais são utilizadas atualmente. Uma em plano total, onde a agulha entre pela luz dos ductos deferentes e atravessa todas as camadas (Howards) com fio de mononáilon 9.0 (4 pontos cardinais) e faz-se um reforço com pontos apenas na túnica adventícia. Na outra técnica, conhecida por técnica em dois planos (Silber), faz-se o primeiro plano mucoso com fio de mononáilon 10.0 e depois aproxima-se a muscular com fio 9.0. Tanto uma quanto a outra apresenta ótimos resultados. Na nossa experiência, pode-se esperar em média uma permeabilidade de 90% e paternidade de 75%. Se a gravidez não ocorrer normalmente, deve-se rever a companheira e propor o programa mais adequado.
Aqui vemos o resultado final após a conclusão da cirurgia. |
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Referências na Literatura Médica: Acesso dia 08 de Junho de 2011. |
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Última atualização: Junho de 2011. |
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