Responsável técnico:
DR. FERNANDO PRADO FERREIRA
(CRM-SP 103.984)

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ICSI - INTRACYTROPLASMIC SPERM INJECTION

Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides:

Uma vez que o casal tenha sido avaliado e a indicação de ICSI formalizada, os passos seguintes apresentam vários aspectos em comum com o programa de fertilização in vitro clássico, excetuando-se a micromanipulação de gametas propriamente dito.

Principais etapas:
  • Estimulação controlada dos ovários
  • Punção dos folículos
  • Desnudação dos oócitos e classificação *
  • Micromanipulação dos gametas e cultura in vitro *
  • Transferência dos embriões
  • Suporte de fase lútea
(*) Estas duas etapas são as que diferenciam este programa (ICSI) do programa de fertilização in vitro clássico (FIV).


Determinantes do sucesso com ICSI:

Os 3 parâmetros clássicos do espermograma, concentração, motilidade e morfologia, parecem não influenciar no resultado com a ICSI. Contudo há alguma discussão em relação à morfologia.

Alguns autores acreditam que a morfologia tem influência na taxa de implantação, enquanto outros acreditam que não há influência da morfologia sobre a taxa de implantação. Todos são invariáveis em apontar a idade da mulher, ou seja, a qualidade da reserva ovariana como o principal responsável pelo sucesso neste Programa. Com a técnica de ICSI pode-se esperar taxas de gravidez entre 40-50% por ciclo.



Há riscos genéticos para a prole quando empregamos a ICSI?

O emprego da ICSI oferece um tratamento efetivo para os pacientes com fator masculino grave. Se houver espermatozóides viáveis, a taxa de gravidez não é afetada pela qualidade do sêmen porque esta técnica atravessa a zona pelúcida e o oolema para transferir o genoma masculino diretamente no ooplasma do oócito.

ICSI também pode ser realizada em homens azoospérmicos, uma vez que os espermatozóides possam ser obtidos do epidídimo ou do testículo. Todavia, como o espermatozóide usado para a fertilização é selecionado pelo operador, e não selecionado naturalmente pelo trato reprodutivo feminino, zona pelúcida ou pelo oolema, preocupações têm sido levantadas em relação à transmissão de anormalidades genéticas para a próxima geração. Embora, existam artigos na literatura apontando uma incidência maior de anormalidades relacionado ao cromossoma sexual, ICSI é compatível com o nascimento de crianças saudáveis, e é um procedimento que não pode mais ser considerado experimental.

Um estudo com um número grande de crianças nascidas pela técnica de ICSI (Bowen, 1998), conclui que estas crianças aos dois anos de idade apresentavam o mesmo desenvolvimento que crianças nascidas pela técnica de fertilização in vitro convencional e, ambos os grupos apresentavam um desenvolvimento superior àquelas nascidas de pais férteis por reprodução natural.

Já um outro estudo mais recente (Maher et al, 2003), demonstra que as técnicas de reprodução assistida, especialmente o ICSI, aumentam o risco do nascimento de crianças com as Síndromes de Beckwith-Wiedemann e de Angelman.


Clique na imagem acima para ver um ICSI sendo realizado.

Última atualização: Abril de 2009.


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